Somos todos Sinepe

Atualizado: 15 de jun.

Quando nossos diretores escolheram, como mote de sua atuação, a temática INOVANDO NA EDUCAÇÃO, eles dialogaram exaustivamente sobre os impactos e os desafios que implicam quaisquer inovações, por mais simples que possam parecer. E eles assumiram este compromisso, a partir de suas vivências pessoais como empreendedores e gestores no negócio da Educação. Eles aprenderam, com as suas próprias histórias, que inovar, assim como crescer, dói. Mas se faz imprescindível, mais que uma necessidade.


E quem não inova, fica pelo caminho. Porque inovar significa “Mais liberdade, menos estabilidade. Mais responsabilidade, menos glamour. Mais riscos, menos certezas. Mais autonomia, menos vaidade. Mais parcerias, menos competição. Mais não do que sim”, como disse Patrícia Travassos, fundadora da empresa Prosa Press.


Justamente por compreenderem e experimentarem isto, eles entenderam que não haveria outra opção que não fosse inovar no exercício de liderar e desenvolver o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, para que ele fosse mais dinâmico, arrojado e efetivo junto às demandas mais urgentes e prementes de suas associadas.


Há, por exemplo, muito engano sobre o que, de fato, seria uma inovação em qualquer segmento de atuação. E especialmente quando pensamos em Educação, o que nos salta à mente, em geral, se associa à revolução digital e ao evento recente que demandou o incremento do ensino de forma remota pelas escolas.




O diretor do TLTL (Transformative Learning Technologies Lab) da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, afirmou recentemente que é uma enganação acreditar que o ensino digital é uma inovação. “O ensino remoto é uma medida emergencial, não é uma inovação. A inovação é quando o professor, ao invés de dar uma aula expositiva de Ciências, faz um experimento de Ciências; ao invés de ensinar História como uma sequência de fatos e datas, o professor ensina de uma forma problematizadora, dialógica e dialética. A inovação na Educação acontece quando a pedagogia muda, quando a concepção de ensino muda. O ensino sempre será inovador se a pedagogia for excelente”, ensinou o professor Blikstein.


Já o guru Peter Drucker afirma que “todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, o maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: isto é óbvio! Por que não pensei nisso antes?”.


Em nossa BIS Revista, nesta edição, em um dos questionamentos apresentados pelo articulista professor Álvaro Moreira Domingues Júnior, em seu artigo “A relevância do processo de aprendizagem e de ensino no espaço escolar”, ele aponta que, em inovação, a tecnologia auxilia, mas não substitui o processo de ensino e de aprendizagem no espaço escolar, ao destacar a importância do contexto de aula presencial.


Já ao tratar sobre a gestão financeira das escolas particulares, outro articulista desta edição de nossa Bis Revista, o professor Antônio Eugênio Cunha, aborda o impacto da inovação no negócio do ensino particular da seguinte maneira: “As escolas particulares nascem de grandes sonhos de pessoas que querem implementar uma metodologia de ensino diferenciada e um projeto pedagógico que será o seu grande diferencial competitivo e, assim, o sucesso estará garantido e as famílias irão optar pela escola”. Ambos os articulistas reiteraram, em suas abordagens aqui apresentadas, que a inovação se encontra mais essencialmente no caminho do que nas finalidades.


Assim, os primeiros resultados de um processo inovador não se mostram, a princípio, muito animadores ou evidentes. Isto porque dizem respeito a ações que incomodam e desalinham muito daquilo com o Q ue estivemos acostumados, aquilo que funcionava daquele jeito e para sempre, “sem saber que o pra sempre sempre acaba”, como diz a famosa canção de Renato Russo.


Mas justamente nestes primeiros passos é que se encontram a base e o alicerce do que, adiante, transformará e desenvolverá a essência do que se busca e se confia através de uma visão. Por isso mesmo, os membros desta nova diretoria inovam ancorados em muitas e inteiradas conversas que precisaram ter antes de se unirem para decidir, em cumplicidade, a visão que nortearia a jornada que escolheram cumprir juntos - “Inovando na Educação, o Sinepe somos todos nós”.


Desta forma, a inovação acontece por meio da completude de ideias e da coragem de se expor aquilo que se acredita como viável, mesmo sendo ousado, arriscado e arrojado, aos olhos de tantos. Foi a união e o alinhamento promovidos durante a caminhada que trouxe todos a este nível, e que inspirou esta diretoria à responsabilidade de gerir a mais prestigiada e representativa casa da Educação particular de Minas Gerais, às portas de seus bem sucedidos 75 anos de história.


E outra vez parafraseando as ideias do grande pensador da gestão, Peter Drucker: “A inovação sempre significa um risco. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro. O maior benefício de uma inovação não vem de se aprender algo novo, mas de se fazer melhor aquilo que já fazemos bem. E se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho. Porque nós não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo”.




Paulo Henrique de Sousa Leite

Gerente de Comunicação do Sinepe-MG




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